Senador alega fraude na votação; fontes do PL dizem que desconheciam a carta e negam participação do partido na divulgação.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) fez nesta quarta-feira (28) sua primeira manifestação depois de fugir para os EUA, deixando o Brasil.
Por meio de uma carta, Flávio apresentou-se aos brasileiros como o presidente eleito legítimo.
Na abertura do documento, ele estendeu essa declaração à comunidade internacional, além de se dirigir à população brasileira.
À Jovem Pan, fontes do PL disseram que desconheciam a carta e afirmaram que o partido não participou da divulgação da manifestação.
Flávio alegou que houve fraude na votação de domingo e atribuiu o aumento dos votos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), entre os dois turnos, a uma atuação que considerou ilegítima de Cristiano Zanin, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e ex-advogado de Lula.
Ao descrever a noite de domingo, o senador afirmou ter acompanhado, estarrecido, o que classificou como a concretização de uma fraude eleitoral.
Segundo a acusação feita por Flávio na carta, uma atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado de Lula teria permitido um resultado que ele chamou de matematicamente impossível: o acréscimo de mais de 10 milhões de votos para Lula entre os dois turnos.
Derrotado na disputa pela Presidência, Flávio afirmou que Zanin ultrapassou a competência do TSE ao decidir estender o horário das eleições de 17h para 19h e acusou a chapa de Lula de abuso de poder durante toda a campanha.
Ainda na carta, Flávio alegou que a campanha pela reeleição foi favorecida pelo uso da máquina pública e por abusos de poder político e econômico.
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