Médio-Norte lidera a semeadura, com 96,60%, enquanto o Oeste registra 86,78%.
Até sexta-feira (23), a semeadura de soja em Mato Grosso havia atingido 75,81% da área prevista para a safra 2026/27.
O painel de indicadores do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) reúne os dados e aponta que os trabalhos ganharam velocidade em todas as regiões produtoras.

Segundo o Imea, foram semeados mais 23,95 pontos percentuais (p.p.) da área na comparação com a semana anterior, elevando o total plantado a 75,81%.
Na distribuição regional, o Médio-Norte ocupa a primeira posição, com 96,60% de área semeada; o Oeste aparece em seguida, com 86,78%.
No Sudeste, o plantio alcançou 59,04% da área, resultado superior ao ritmo histórico da região, onde a semeadura costuma ocorrer mais tarde.
Em informação divulgada na sexta-feira, o Imea projetou que Mato Grosso deverá ultrapassar 80% de área plantada na última semana de outubro, caso seja mantido o ritmo atual.
Na avaliação do instituto, o progresso da soja aumenta a perspectiva de implantação da maior parte do milho de segunda safra na janela considerada ideal em 2027.
Em Mato Grosso, os trabalhos de semeadura da soja tiveram início na segunda quinzena de setembro.
Durante as três primeiras semanas, a falta de chuva e a pouca umidade no solo mantiveram o plantio aquém do ritmo ideal; os produtores esperaram precipitações mais regulares antes de intensificar as atividades.
A melhora das condições de plantio permitiu que os trabalhos ganhassem velocidade em outubro.
Os riscos climáticos ligados ao El Niño levaram o Imea a reduzir sua estimativa de produtividade para a soja de Mato Grosso na safra 2026/27, conforme o Boletim Semanal de 19 de outubro. A nova previsão é de 64,82 sacas por hectare, resultado 2,02% inferior ao da temporada anterior.
Para a produção estadual, a estimativa ficou em 50,89 milhões de toneladas, com recuo de 1,43%. Já a área cultivada tem expansão prevista de 0,60%, para 13,08 milhões de hectares, apesar da revisão da produção. Segundo o Imea, o crescimento previsto para a área é o menor de sua série histórica.
O cenário para os produtores reúne riscos climáticos e expectativa de custos mais altos.
Na atualização referente a outubro, o projeto Custo de Produção Agropecuária em Mato Grosso apontou custo total de R$ 8.210,31 por hectare para a soja de 2026/27. Realizado pelo Imea e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar MT), o levantamento indica aumento de 6,96% frente à safra 2025/26.
Entre os principais fatores dessa alta estão os defensivos agrícolas, cujos preços subiram 10,10%, e as operações mecanizadas, com despesas 23,85% maiores.
O Imea calculou o custeio em R$ 4.324,87 por hectare; na comparação entre safras, a elevação foi de 3,43%, ou R$ 143,61 por hectare. As sementes, por outro lado, ficaram 21,96% mais baratas, contribuindo para aliviar a pressão sobre o orçamento.
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