Segundo o boletim policial, a eleitora declarou ter usado documentos da mãe para votar e também ter registrado o próprio voto.
Uma indígena, de 48 anos, foi levada à delegacia em Água Boa (MT) no domingo (25), pela manhã, sob suspeita de ter votado duas vezes, uma delas usando o nome da mãe.
O caso foi registrado na Avenida Planalto, na Escola Militar Tiradentes.

Segundo o boletim da Polícia Militar, uma mesária contou que a eleitora entregou um documento de identificação ao se apresentar para votar.
Conforme o relato policial, a verificação da digital não encontrou correspondência, apesar da forte semelhança entre a mulher e a foto apresentada no documento.
Ainda segundo o registro, a votação foi autorizada pelo presidente da seção após ele inserir a data de nascimento.
O relato aponta que, com a indígena já na cabine, o presidente identificou uma possível diferença na data de nascimento e suspeitou que a identificação fosse de outra pessoa.
Questionada, a mulher teria dito que o documento era de sua mãe e que ela estava acamada.
Na sequência dos fatos narrados no boletim, a eleitora apresentou a própria documentação pessoal.
Segundo o registro da ocorrência, o presidente da seção procurou o chefe do cartório eleitoral e pediu apoio da polícia.
Na averiguação, de acordo com o boletim, os policiais encontraram com a suspeita documentos pessoais e títulos eleitorais dela e da mãe.
O boletim atribui à mulher a declaração de que votou com os documentos da mãe e também registrou seu próprio voto.
Conforme o registro policial, os votos foram concluídos em duas seções eleitorais.
A indígena chegou à delegacia sem lesões corporais, e o caso seguiu para investigação de um possível crime eleitoral.
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