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Indicador de renda orienta debate sobre assistência social em Mato Grosso

A atuação conjunta entre Estado e municípios busca fortalecer a gestão do SUAS, qualificar os atendimentos e

Levantamento considera domicílios com renda por pessoa inferior a R$ 218 mensais; Setasc-MT atua em parceria com municípios.

O levantamento mede a parcela de domicílios cuja renda por pessoa fica abaixo de R$ 218 ao mês. Esse é o limite de renda adotado pelo Governo Federal para permitir o ingresso no Bolsa Família.

No ranking, o indicador faz parte do pilar de Sustentabilidade Social. O recorte retrata a renda familiar, mas sua interpretação exige considerar também outros fatores econômicos e sociais.

Em articulação com os municípios, a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT) planeja, coordena e trabalha para fortalecer as políticas de assistência social em Mato Grosso.

Essa atuação abrange cofinanciar serviços socioassistenciais, executar programas estaduais e apoiar a organização da rede de atendimento. A garantia de direitos e a prevenção de vulnerabilidades e de riscos sociais são os focos desse trabalho.

Na avaliação de Klebson Gomes, secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, o resultado evidencia a importância de preservar políticas públicas estruturadas e aumentar a capacidade da rede socioassistencial de atender a população.

Gomes considera importante para Mato Grosso estar no grupo de estados com menor parcela de domicílios em situação de pobreza.

Segundo o secretário, o indicador reforça a necessidade de uma assistência social estruturada, que reúna planejamento, uso responsável dos recursos e iniciativas capazes de alcançar as famílias mais necessitadas.

Klebson Gomes, secretário estadual de Assistência Social e Cidadania, declarou que o compromisso da gestão é reforçar os serviços e a proteção social, além de proporcionar às famílias condições de acessar direitos e alcançar maior autonomia.

O fortalecimento da assistência social municipal está entre as frentes de atuação.

Uma das iniciativas nessa direção é aumentar o cofinanciamento que o Estado repassa aos municípios para a política de assistência social.

No modelo que a Setasc apresentou em junho de 2026, o volume anual de recursos passou de aproximadamente R$ 35 milhões para R$ 101 milhões.

A iniciativa tem como finalidade aumentar a capacidade de financiar serviços socioassistenciais e auxiliar as prefeituras a executar as ações do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

Esse financiamento compartilhado ajuda a manter e qualificar os serviços, levando em conta as necessidades municipais.

Os repasses estaduais permitem às administrações locais melhorar a estrutura de atendimento e o acompanhamento familiar, além de expandir os serviços oferecidos à população.

Segundo Gomes, a ampliação dos recursos para assistência social e o reforço da parceria com os municípios seguem determinação do governador Otaviano Pivetta.

O secretário avaliou que a colocação de Mato Grosso no ranking é relevante, mas defendeu que o trabalho também seja avaliado pelo alcance do atendimento da rede, pela qualidade dos serviços prestados e pelo acesso dos cidadãos a seus direitos.

Gomes afirmou que a intenção é dar a cada município condições para executar a assistência social conforme suas demandas e as orientações do SUAS.

As políticas desenvolvidas pelo Estado também são voltadas à ampliação da proteção social.

As iniciativas do Governo de Mato Grosso abrangem habitação, transferência de renda, qualificação profissional, segurança alimentar e proteção de públicos específicos.

Essas iniciativas são complementares aos serviços de assistência social e ajudam a melhorar as condições de vida das famílias, além de ampliar suas oportunidades.

Na transferência de renda, o apoio do Estado é financeiro e se destina às famílias que cumprem os critérios definidos.

Ilustração gerada por IA; não é registro fotográfico do acontecimento.
Ilustração gerada por IA; não é registro fotográfico do acontecimento.

A distribuição de alimentos integra as ações de segurança alimentar. Já a qualificação profissional busca favorecer o ingresso no mercado de trabalho e as possibilidades de geração de renda.

Mato Grosso ficou em primeiro lugar no Centro-Oeste, em 2025, na edição inaugural do Prêmio Brasil Sem Fome, uma iniciativa do Governo Federal.

A premiação reconhece o trabalho estadual contra a fome e a insegurança alimentar. Esse tema também faz parte das políticas públicas que buscam expandir o acesso à alimentação e fortalecer a proteção social.

Entre as medidas estaduais está o auxílio-moradia destinado a mulheres em situação de violência doméstica, desde que cumpram os critérios definidos. Há também ações para acesso à habitação e programas dirigidos a crianças, idosos, pessoas com deficiência e povos indígenas.

As medidas são articuladas tanto com os serviços da rede socioassistencial quanto com outras políticas públicas, diante da necessidade de integrar ações para enfrentar as vulnerabilidades.

O repasse de renda e a possibilidade de obter alimentos podem ajudar a suprir necessidades imediatas das famílias. Já o atendimento continuado permite reconhecer demandas, orientar quem utiliza os serviços e acompanhar casos que precisam de atenção especializada.

A rede socioassistencial é um caminho para a população acessar seus direitos.

Na esfera municipal, a oferta de serviços à população tem como estruturas fundamentais os CRAS (Centros de Referência de Assistência Social), os CREAS (Centros de Referência Especializados de Assistência Social) e os outros equipamentos que compõem a rede.

Prevenir vulnerabilidades e fortalecer laços entre familiares e na comunidade são atribuições dos CRAS. Os CREAS, por sua vez, prestam atendimento a pessoas e famílias em risco social ou que passaram por violações de direitos.

Conforme as demandas encontradas, as equipes acolhem, orientam e acompanham os usuários, além de encaminhá-los a serviços e a outras políticas públicas.

Estado e municípios trabalham em conjunto para aprimorar a gestão do SUAS, melhorar o atendimento e expandir a presença dos serviços pelos 142 municípios de Mato Grosso.

Essa atuação tem como objetivo manter a assistência social como política pública permanente, dotada de equipes, recursos e serviços com capacidade de atender às demandas da população.

Apesar de favorável, o resultado do CLP se baseia em um recorte específico de renda: ele não permite concluir que tenham deixado de existir pobreza ou vulnerabilidades sociais.

O enfrentamento das desigualdades, portanto, continua a depender do fortalecimento da rede socioassistencial, de mais acesso a direitos e da integração com outras políticas públicas.

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