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*MORTE DE LAIR DA ROSA PODERIA TER SIDO EVITADA, DIZ ADVOGADA DE LEONIDES*

A advogada de Leonildes, Renata Domaris, afirma que a morte do empresário poderia ter sido evitada se a Justiça tivesse decretado a prisão preventiva de Laí da Rosa quando a defesa da vítima pediu a medida, com base na Lei Maria da Penha. Ela explica que, diante da negativa do empresário em aceitar o divórcio e das reiteradas violências sofridas, o Judiciário já havia concedido medidas protetivas, determinando o afastamento do lar.

Mesmo assim, segundo a advogada, Lair continuou descumprindo as determinações judiciais. “Pedimos a decretação da prisão preventiva do Sr. Lair da Rosa pois, mesmo com a medida protetiva de urgência em favor da ex-mulher, ele continuava enviando áudios para familiares da vítima e também cartas com conteúdo ameaçador, dizendo que ia matar ela e se matar. Ele também enviou foto de uma arma, comprou um perfume e enviou para a ex-esposa”, relata Renata Domaris.

Todos esses elementos, de acordo com a defesa, foram juntados ao processo: cartas, áudios, registros de ameaças e imagem da arma. O pedido de prisão preventiva foi protocolado em 12 de novembro de 2025, com fundamento no artigo 24-A da Lei Maria da Penha, que trata do crime de descumprimento de medidas protetivas. Ainda segundo a advogada, o Ministério Público se manifestou favoravelmente à prisão, mas o Judiciário não acolheu o pedido, determinando apenas a busca e apreensão da arma supostamente utilizada pelo empresário. No cumprimento do mandado, porém, a polícia não localizou o armamento. No mesmo pedido o MP solicitou o monitoramento eletrônico do Sr. Lair e foi indeferido também pela justiça.