Testemunhas reconhecem homem flagrado destruindo relógio de Dom João VI no Planalto.
Irmã, vizinho, ex-chefe e locadora apontam que o bolsonarista Antônio Cláudio Alves Ferreira depredou a sede do Poder Executivo.
Testemunhas reconheceram o bolsonarista Antônio Cláudio Alves Ferreira, que se destacou durante os atos terroristas no Distrito Federal (DF), em 8 de janeiro, que destruiu parte dos prédios dos Três Poderes.
Na ocasião, Antônio Cláudio foi flagrado pelas câmeras de segurança com a blusa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e quebrando o relógio de Dom João VI.
Uma das testemunhas que o reconheceram, de acordo com informações dos repórteres Patrik Camporez e Paolla Serra, do jornal “O Globo”, é a irmã de Antônio Cláudio Alves Ferreira.
“Fiquei sabendo que era ele mesmo pela reportagem (do Fantástico, da TV Globo), que eu vi que era ele.
Eu queria até saber notícias de onde ele está. A gente acaba ficando preocupada.
Pelas atitudes dele, eu vi que o que ele fez é muito errado. Mas estou preocupada porque não sei se ele foi preso e onde está”, afirmou.
A reportagem foi até Catalão, cidade do interior de Goiás com 113 mil habitantes, conversar com habitantes da mesma cidade em que Antônio Alves morava antes de sumir.
A proprietária da casa alugada pelo suspeito também assegura se tratar da mesma pessoa que devastou uma peça rara no Planalto.
Desde novembro, segundo ela, Ferreira deixou de fazer os pagamentos mensais de R$ 400, justificando ter gastado dinheiro com as recorrentes viagens a Brasília, onde participava do acampamento em frente ao Quartel General do Exército.
A dona do imóvel, que pediu para não ser identificada porque teme retaliação, conta ainda ter ficado estarrecida quando reconheceu o seu inquilino nas imagens que circularam pelo país afora.


